terça-feira, 21 de julho de 2020

Um Nacional de primeira

De Renato Sousa


O jovem treinador de 34 anos Luís Freire prepara-se agora para a sua primeira experiência na 1ª Liga depois de uma excelente época no Nacional onde se sagrou campeão.


domingo, 31 de maio de 2020

Também existe futebol apoiado na Segunda liga

De Renato Sousa



Depois de uma excelente época no CD Mafra na Liga Pro, Vasco Seabra volta agora aos 36 anos a abrir portas na Primeira Liga.
A equipa de Vasco tinha como o ataque posicional o momento do jogo mais forte. Na primeira fase de construção, os dois laterais dão profundidade simultaneamente e é um dos Médio Centro que baixa no corredor lateral para dar linha de passe e ligar com o setor médio em condução, quando têm espaço. Quando tem menos espaço, através de um passe vertical á procura do apoio frontal do Médio Ala do lado da bola ou do Médio Ofensivo, sempre com a intenção de atrair a pressão para o corredor da bola para conseguir explorar o corredor contrário.

Na segunda fase de criação, os dois Médios Alas mantêm-se por dentro e a largura é dada pelos Defesas Laterais. Os dois Médios Centros estão preferencialmente atrás da linha da bola para preparar uma eventual perda e também ajudar nessa circulação, que tem com objetivo atrair a equipa adversaria para os corredores laterais para atacar e criar perigo pelo corredor central. O Médio Ofensivo (Zé Tiago) também é uma peça essencial neste momento, tendo muita liberdade de movimentos procurando ser linha de passe entre-linhas. Quando a bola chega ao corredor lateral em situação de cruzamento colocam muita gente em zonas de finalização.    

De Renato Sousa



  


segunda-feira, 4 de maio de 2020

O Marselha de André Villas-Boas

De Renato Sousa



Até a Paragem forçada do campeonato, a equipa de André Villas-Boas era a equipa surpresa da Ligue 1 conseguindo um importante 2º lugar, tendo como principal jogador Dimitri Payet que fazia até ao momento uma das melhores épocas da carreira, com 27 jogos, 12 golos marcados e 5 assistências.

Defensivamente, procuram condicionar o pontapé de baliza do adversário com 3 Homens, o AV um MC e um dos médios alas.
Adotam um bloco médio/alto em que têm o passe do D. central para o D. lateral como principal estímulo de pressão, procurando cortar todas as linhas de passe próximas. No entanto, para controlar a profundidade baixam a linha defensiva, oferecendo algum espaço entre-linhas.
No momento da transição defensiva procuram ser rápidos e agressivos para tentar ganhar a bola o mais rápido possível.



Ofensivamente, na primeira fase de construção procuram quando possível sair curto mas correndo poucos riscos. Valentin Rongier é o principal responsável por ligar a 1ª fase de construção com a 2ª de criação da equipa. Quando pressionados não hesitam em sair mais longo, procurando o passe longo para as referências MD e ME com movimentos de aproximação do AV, MC e do lateral para atacar a segunda bola. São uma equipa versátil a atacar, que procura mais vezes o ataque posicional, mas também forte no ataque rápido. Isto porque momento da transição ofensiva tira facilmente a bola da zona de pressão e consegue colocar muita gente nas zonas de finalização. O equilíbrio defensivo é dado pelo lateral do corredor contrário à bola que esta por dentro, para preparar uma eventual perda e libertar o corredor lateral para o MD ou ME.

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

O que esperar de Rúben Amorim?

De Renato Sousa




Recém promovido a equipa principal do SC Braga Rúben Amorim entra com uma vitoria empolgante frente o Belenenses SAD. analisando as exibições do Braga B podemos encontrar padrões que se podem repetir agora na equipa principal.

Equipa que em organização ofensiva joga num 1-3-6-1 muito ofensivo.







São os defesas centrais que assumem a etapa de construção da equipa. Um dos movimentos mais característicos do Braga B do Rúben era a procura sistemática de jogar no apoio fontal do AV, MD e ME (estes três procuram entrelinhas) para de seguida promover os movimentos de rotura dos ME, MD e dos defesas laterais.







Quando não conseguem entrar pelo corredor central procuram os corredores laterais, quase sempre pelos defesas laterais que funcionam como alas.






Muita gente nas zonas de finalização na situação de cruzamento




segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Bruno Guimarães um dos melhores médios do Brasileirão!

De Renato Sousa


Muito se tem falado da possibilidade de Bruno Guimarães ingressar no Benfica, mas será que as características de Bruno Guimarães se encaixam no modelo de jogo de Bruno Lage?

Médio Centro de 22 anos, vem da melhor época da sua curta carreira. Disputou 35 jogos, marcou 4 golos e fez 3 assistências, no fim acabou por ser recompensado entrando no melhor 11 do Brasileirão.

O jovem jogador Brasileiro destaca-se por ser forte na construção, sendo também capaz de transportar a bola em condução, e com chegada à grande área adversaria (até mais do que os outros médios da Luz). Agressivo e forte no desarme, particularmente no momento da transição defensiva.
Mais habituado a jogar de frente para o jogo, será expectável que tenha mais dificuldades para jogar mais perto do avançado, onde Chiquinho tem jogado atualmente. Provavelmente encaixaria perfeitamente mais atrás como alternativa a Taarabt ou Gabriel.
Apesar de não chegar para ser titular seria sim um excelente reforço para a equipa de Bruno Lage!








sexta-feira, 13 de setembro de 2019

O movimento que Marco Silva utilizou para desmontar a linha de 5 do Wolves

De Renato Sousa


No primeiro embate entre treinadores portugueses na Premier League da época, foi Marco Silva quem levou a melhor, E a dinâmica criada sistematicamente nos corredores laterais  que acabou por decidir o jogo.

Em organização ofensiva os extremos deram sempre a largura máxima, e o lateral do corredor da bola a procurar uma desmarcação de rotura por dentro criando assim a indecisão no adversário, abrindo espaço para sair ação individual (cruzamento ou 1x1) ou combinação.


Everton x Wolves Dinâmica corredor lateral completo from Renato Souza on Vimeo.


sexta-feira, 15 de junho de 2018

Notas breves do Uruguai em Organização Ofensiva (Egito x Uruguai - 1ª Jornada, Grupo A)


1º jogo do dia de hoje a opor o Egito (sem M. Salah) ao Uruguai. Um Uruguai que partiu de um 1:4:4:2, sem grandes dinâmicas ofensivas.

Em Organização Ofensiva
Equipa de circulação lenta, não arriscando perdas e colocando pouca gente no processo ofensivo

1ª Fase de Construção:
- DC's lado a lado, com os laterais pouco profundos e com Bentancur e Vecino (MC's) sempre muito baixos, a tentar garantir a segurança para ligar à 2ª fase.
- Mesmo quando chegava ao seu 1º terço, continuava a colocar os 2 MC's muito baixos, sendo estes a procurarem a ligação com a 2ª fase. Os Defesas Centrais sem assumirem um papel influente nesta fase.

2ª fase de Criação:
- Viveu sempre daquilo que Bentancur ia conseguindo "descobrir" entre-linhas com Cavani. Os Médios Laterais a estarem por fora, com os Defesas Laterais pouco profundos, as soluções no corredor central eram escassas e passavam quase exclusivamente pelo momento em que Cavani recebia e procurava enquadrar.
- Nunca conseguiu nos corredores laterais, criar dinâmicas entre Defesa Lateral e Médio Lateral para conseguir desequilíbrios.
- Colocou quase sempre apenas os 2 PL's, mais os dois Médios Laterais nesta fase, sem os dois MC's participarem ativamente nos desequilíbrios (Muito preocupados com o momento da perda da posse da bola e em equilibrarem).

3ª Fase de Finalização:
- Equipa sem grande variabilidade e ideias na sua finalização. Criou perigo apenas daquilo que Cavani conseguiu Criar ou Finalizar;
- No cruzamento colocava apenas Suárez e Cavani na área, com os Médios Laterais e MC's muito longe;
- Apenas uma situação de finalização dentro da área que surgiu através de uma combinação direta entre Cavani e Suárez que aparece em 1xGR;

Jogador em destaque: Edinson Cavani. Foi ele quem procurou receber entre-linhas para enquadrar, sempre a decidir bem, aliando isso à qualidade técnica reconhecida. Partem ou terminam nele os momentos mais perigosos do Uruguai.